É de um silêncio vestido de negro,
um esvoaçar de inseto e já acordamos a noite.
À noite: vem sorrateira sem deixar sono ou sonho.
É o medo: medo de futuros inenarráveis, medo de silêncios assim de cidades vazias feito filme.
Mas não é.
É vida real.
Qual real?
Essa(s) realidade(s) de seres onipotentes em suas insanidades
esse descaso com a terra – chão mesmo, esse em que o pé toca –
esse orgulho em ser – pensante – quem dera!
Não somos.
É de uma sabedoria os rios voltando a ser rios
as aves voltando às suas asas
o ar sendo respirar
e nós,
em nossa insignificância
aptos a despertar.

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