Na taça dos teus seios, nem vinho nem verdades, só a sede infinita desse deserto (in)findável: vida. E era ali, naquela noite natalina, que presentes e futuros se misturavam ao pé da árvore cheia de estrelas, anjos e desejos profanos. De lá para cá, linhas, parágrafos inteiros, volumes e tomos se misturam entre rascunhos e obras-primas. O nanquim dos mares tinge folhas e artérias, reescreve histórias e poesias, sem rima, sem ritmo, sem verso ou final. Nesse suor de texto, sexos, e salivas, garrafa jogada ao mar, uma onda e outra mais, e lá se vão navios, ilhas e tuas curvas: dos teus lábios, um oceano inteiro, nas tuas costas, minha cordilheira inalcançável.

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