Das coisas que eu esqueço, a que mais me é cara, talvez a frase primeira, o olhar quando tu fugistes do meu gostar, para o teu querer. Era num dia cinzento, cheio de verdes, azuis e vermelhos. Naquele riscar de fósforo, sem acender cigarro algum, a caverna, as sombras, o sopro de. Das coisas que eu esqueço, ficou aquele doce cheiro de amora, de bolo de domingo, de uma sílaba parada no ar, como se: eu pudesse pegá-la – guardaria aqui, nesse bolso verde de casaco. Das coisas que eu esqueço eu mantenho um diário, caderneta de anotações sem legendas:
1. Era tu, num eu todo teu.

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