Se era outono?
Não sei. Pouco a pouco, somem todos que andavam por aqui.
O dia de hoje?
Aquele relógio ali, na parede verde descascada, desbotou muitas horas perdidas, alguns beijos derretidos, e um não-sei-o-quê de amendoim e queijo fresco perdeu o sabor.
Agora?
Não quero ir ainda. Não agora. Não antes de voltar a lembrar das folhas caídas, ver os ponteiros cansados se debruçarem sobre os minutos e dizer: comece a viver, porque a única hora é agora (tic-agora-tac-agora).

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