O tijolo erguia-se, tenso e cheio de terra.
A hera enroscava-se pelas entranhas adentro,
rasgava suas vontades,
suas verticais (in)certezas.
Ela, verde assim, toda folhas
(r)amo
nem flor nem fruto,
moldura viva, de um dentro para foras.
O tijolo,
vivo,
somava-se
pulsava
respirava hera terra e era:
sonho a se pôr de pé.

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