É um ar de primavera, esse que desliza pela noite
pelo tempo
pela nuca
é um cheiro de vento
de flor
um verde que se põe cor
um dia que se faz vida.
É um “seja” urgente
uma nota contente
uma rima em janela aberta
(diria até, piegas e recorrente,
de veia aberta)
mas é por entre os dedos
entre as pernas
nessa cabeça de pensamentos nus
que a semente brota
a dor o amor a saudade a lua o grito o som
(hoje não a fúria)
essas folhas raízes
pés e asas
tudo
desliza pela noite que se faz
Outra.

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